Essa amargura que me consome
Talvez seja fruto de minha imperdoável imaginação,
Talvez uma frustrante e temida imaginação.
Me perdoei de pensamentos insanos,
Mas há quem não perdoe, mesmo sem ter acusação.
Me dedico a esta história de corpo e alma.
Me dedico a uma instabilidade de sentimentos.
Busquei uns dias o que é a pureza de uma flor
E só descobri o quanto doem seus espinhos.
Essa é a vida escolhida, mas não como eu ansiava.
Será que o poeta há um dia de ser feliz?
Não creio no poeta e sim no inimaginável, no inalcançável.
Assim me consolo, mergulho em um mar de escuridão.
Num infindável mar de possibilidades cruas.
Espero que não pares, óh! Meu coração.
Mas que se esqueça ainda um dia,
Que houve trevas, e com razão.
Carla Beatriz

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